Leitura comentada de "A dinâmica da transferência" [1912] de Freud criado por Bruno Soares é bom?
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Por Bruno Soares
Tópico: Geral | Idioma: PT_BR
Certificado: Não
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🔗 Acessar Curso AgoraLeitura comentada de “A dinâmica da transferência” [1912] — Sigmund Freud Em “A dinâmica da transferência” (1912), Freud examina um dos fenômenos centrais da experiência analítica: a transferência. Longe de tratá-la como um simples vínculo afetivo entre analisante e analista, o texto permite compreender como desejos, expectativas e modalidades de relação constituídas ao longo da história do sujeito podem encontrar, na situação analítica, novas condições para sua atualização. Nesta leitura comentada, acompanhamos o texto de Freud de maneira sistemática, buscando reconstruir seus argumentos, esclarecer seus conceitos e situar suas formulações no desenvolvimento da teoria e da prática psicanalíticas. A leitura aborda, entre outros pontos: * a origem e a função da transferência; * a relação entre transferência, libido e resistência; * a atualização de desejos e expectativas na relação analítica; * o papel da transferência no tratamento; * transferência positiva e negativa; * a relação entre resistência e transferência; * as condições que favorecem o surgimento da transferência; * os limites e as possibilidades de intervenção do analista; * as consequências clínicas das formulações de Freud para a condução do tratamento. Mais do que apresentar um resumo do artigo, a proposta é ler Freud em sua própria argumentação, acompanhando seus conceitos, deslocamentos e problemas clínicos ao longo do texto. Uma leitura voltada a quem deseja estudar Freud diretamente, com atenção ao texto, à construção conceitual e às implicações clínicas de sua formulação sobre a transferência. Texto-base: Freud, Sigmund. *A dinâmica da transferência* [1912]. Tradução: Paulo César de Souza. Obras Completas, volume 10 — Companhia das Letras.
Bruno Soares é psicanalista, com graduação em filosofia pela UNIFESP, mestrado em filosofia pela FFLCH-USP, e prática clínica orientada por Freud e seu legado, sustentada com o tripé de análise pessoal, estudos contínuos e supervisão, e de modo suplementar, pela importância de circulação de saberes e espaços (psicanalíticos ou não), ao valorizar a partilha e circulação não somente da palavra, mas igualmente do corpo na qual as palavras habitam. Integra núcleo de pesquisa em filosofia e psicanálise (Nefips-UNIFESP), coordena grupos de estudos em Freud, Lacan e estudos filosóficos de Aristóteles e Espinosa sobre a alma humana na comunidade “Entre a letra e o divã” e um dos fundadores do projeto LabTessituras, na qual coordena um Grupo de Trabalho sobre a nosologia freudiana. Atualmente, se dedica à pesquisa da Fantasia na metapsicologia de Freud, projeto esse a ser desenvolvido como doutorado acadêmico. Considera o nervo central da psicanálise a ousadia de dar voz ao sofrimento, escutando o desejo, não somente o desejo permitido e enquadrado, mas o recôndito desejo, que se faz visto e ouvido, via de regra, pelo sintoma, pela forma na qual o sofrimento dá notícia da dimensão desejante que é reiteradamente sufocada. A psicanálise, e simbolicamente, o divã representa esse espaço para ver e escutar aquilo que, via de regra, não se quer ver nem escutar.
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